O VERDADEIRO LEGADO

Atualizado: 27 de jul. de 2021

Não é o quanto você possui, é o quanto você compreende.


Não seria nenhuma novidade se eu afirmasse que a igreja atual é a mais rica de todos os tempos. Certamente você não vai se surpreender se souber que somos a mais numerosa e soberana, mas espanta saber que somos a menos expressiva. Nunca em toda a história da igreja fomos tão ineficientes em nossa missão, nem mesmo em épocas sombrias como a perseguição do primeiro século ou até mesmo a miscigenação da igreja romana com o poder político e econômico do período medieval. Somos a pior face dos mais de 2 mil anos de história.

Qual é o legado que essa igreja deixa para a próxima geração? Estamos deixando como legado para as próximas gerações uma igreja extremamente estruturada, com prédios enormes, aparelhagem de som, canais de TV, milhões de seguidores em mídias sociais, etc. Mas, apesar de toda essa estrutura, não temos deixado para eles consciência.

Eles sabem o endereço dos prédios, mas não sabem quem são, conhecem mídias sociais, mas não sabem o que Deus quer deles e nem como podem fazer para corresponder a esse chamado. Deixamos toda estrutura, mas nenhuma consciência.

Nós temos desenvolvido metodologias para atender uma demanda crescente, porém inteiramente pontual, a próxima geração quando se deparar com um novo desafio, não terão parâmetros ou estrutura emocional para lidar com eles. Estamos desenvolvendo formas para estruturar a igreja e não para transformar a consciência das pessoas.

Já se perguntou qual seria a maior vergonha de um pai? Seria morrer e deixar casa, carro e empresa como legado sem ter deixado para os filhos a consciência do que Deus espera deles. Pais que geram substitutos para as suas carreiras, mas não buscam em Deus o destino dos seus filhos. Agora, na ausência do pai, essa pessoa precisa corresponder a altura de todo patrimônio que herdou. Isso é uma desgraça!

O grande patrimônio que uma igreja deveria ambicionar não está relacionado a sua estrutura, mas a maneira como deixa sua marca nos corações desejosos por Deus. Não são os prédios, é a consciência.

Nossa liturgia voltada totalmente à estrutura tem gerado uma demanda impossível de corresponder e com isso, ocupado as pessoas consideravelmente, sem que se aprenda nada. Nossa ocupação é “burra” porque mexe apenas com os nossos músculos e, às vezes, com o ego, mas é incapaz de penetrar a nossa consciência e afetar a nossa razão. No final do dia ficamos com o corpo cansado e a mente vazia. O que as pessoas menos precisam hoje é de ocupação, elas precisam de direção. As pessoas não estão ociosas, elas estão perdidas.

Por isso a pedagogia de Jesus traz orientação enquanto que a estrutura Religiosa gera ocupação.


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